19.4.12

Exposição Iconografias Do Simulacro

Obra de Deborah Engel

Iconografias do Simulacro consiste em uma mostra coletiva de quatro artistas, Bruno Vieira, Deborah Engel, Rafael Resaffi e Rodrigo Cunha, moradores de grandes metrópoles que compartilham a experiência de promover e transformar as práticas conceituais no meio artístico contemporâneo. A mostra apresenta um total de onze obras, sendo cinco pinturas de tamanhos variáveis, quatro fotografias e duas instalações no espaço.
A exposição envolve uma reflexão sobre a experiência do simulacro na representação.

A ideia de identificar e interpretar o simulacro como o meio pelo qual os ideais concebidos possam ser julgados e desafiados. A proposta gera ambigüidade com relação ao tempo e espaço, entrecruza conceitos sobre falso e verdadeiro, e subverte a relação entre consciência e ironia. Até que ponto o conhecimento e a descrição facsímile (do Latim fac simile = faz igual) e mimética (que imita algo ou outrem) representa a atual realidade? O surgimento da realidade virtual, realidade expandida e ciência quântica modificaram o exercício da construção de espaços.

Gilles Deleuze, filósofo francês, definiu o simulacro como o sistema onde os diferentes se relacionam pelo significado da diferença em si mesma. Neste sistema não existe identidade prioritária ou semelhança interna.
Este projeto recorre a diversos meios e processos criativos para cumprir com o objetivo de apresentar novas análises relacionadas aos limites da realidade.

De 17 a 28 de abril no espaço Casa de Tijolo - Rua Fradique Coutinho, 1786 - Vila Madalena – SP

(Imagem de Deborah Engel)

16.1.12

Os Caprichos De Goya



Se o cartaz da exposição de Goya no Museu Oscar Niemeyer ficou lindo assim, imagina a expo!!! O Mon fica na maravilhosa Curitiba e a abertura da é dia 26/Jan.

14.11.11

A Consciência É Azul

 

Cena toda desbotada, um grande borrão de matizes ressecadas que granulava os contornos das formas ali presentes sob o ciano daquela hora da manhã, e no caixote jazia ouro. Que perda!

Os corpos gélidos e transparentes chegavam em bandos ao cemitério azul arrastados pela sobriedade do inverno da Vila do Pôrto. Não era o mais bonito, sequer apropriado, mas era o mais freqüente, quase todo mundo acabava ali.

Em meio àquele azul que doía, um tipo de náusea ressaltava o oco dos estômagos até arder. E posso afirmar com veemência que ali todos os estômagos ardiam, alguns iam às chamas enquanto o corpinho era posto embaixo do chão, a cidade passou o dia em silêncio.

Cedinho as crianças já brincavam aos berros em frente ao cemitério azul, enquanto os vermes rastejavam deglutindo a carne e vísceras que se decompunham dolorosamente no sentimento de existência dos adultos.

Mas suas consciências repousavam em camas macias de vidas que continuam.
 -

8.7.11

Daquilo Que Não Somos
















Empuxo dessa vida desvairada
  Destas dores que não saem
  Mais um dia, menos uma noite, tanto faz
  A voz aconselha, vem em versos, tem vontade própria de organizar essa bagunça
  Sou um arquivo, coisa parada, miudeza
  Não era uma curva, não era o retorno, acabou, sinto alívio
  Desses sentimentos que saíram de linha, como uma calça que já não se usa mais
  Está nos ossos, impregna a carne, na minha e na desse cadáver que ponho no prato
  Sua meta era ser rio, mas nasceu, viveu e morreu pedra

Poema: M.K.
Imagem: Mauro Folci.

14.5.11

Dispatchwork In Tokyo


Mais uma intervenção baseada na obra do artista alemão Jan Voorman, o projeto Dispatchwork, que utiliza peças de LEGO para preencher falhas, vaos ou qualquer espaço vazio de muros e calçadas deteriorados pelo tempo, foi pela 1ª vez a Ásia, na cidade de Tokyo, Japão!

Entenda o projeto e veja as imagens no site: www.dispatchwork.info

4.3.11

Minimalismo




mininimo minimimo minino miminomo minimomali malis malist malilin malislimini
minima maminini minimal minimald minimaldo minima minanama maninimana
minis minist minimo minima mama minimima minimal minimali minimalido minimalisto
listo lismo mos minimos minininomos nas mininas minimalis minimalist minimalismo
minimalismo

Animação de Teruhiko Fujii, música de Erik Satie por mama!milk
Imagem: Vista de Paris editada por mim  
 

8.12.10

Entre



Na fronteira entre a fé e a razão
VALSA

(Vídeo de Elena Kalis, fotógrafa subaquática: www.elenakalisphoto.com, música de Nery Bauer: www.shockwave-sound.com)

23.11.10

Emblogue Tudo!


 
Comprei uma Tuia Holandesa de origem inglesa, para o Natal. Um produto não comestível, que ao ser tocado emana um suave aroma de limão (segundo o rótulo). www.terraviva.agr.br
Não existe "família em situação de risco nutricional" – é quando já não há "família" que existe o risco alimentar.
Detalhes lingüísticos formais mais delicados e minúsculos.
Polymer clay é o termo em inglês para argila plástica. É basicamente, um material de modelagem macio e maleável composto de partículas de PVC (Polyvinyl Chloride), plastificantes, antioxidantes e pigmentos de cor que quando aquecidas se fundem e resultam em um plástico duro, resistente e durável.
"Pelo que tudo indica, a cafonice corresponde mais ou menos àquilo ao que se chama, em alemão, de "Kitsch" e que é um termo usual nos meios artísticos para designar produto artístico barato, sem maior valor estético, de mau gosto. Essa palavra parece ser derivada de uma expressão verbal usada por comerciantes de arte da segunda metade do século XIX com o sentido de "fazer dinheiro"." Antonio A. Bispo

www.heavymachinedesign.com
OS PEDAÇOS DAS COISAS
A coisa toda esquizofrênica
As coisas que são mais suaves
Os nossos dramas
As explicações, a coerência e a lógica!
Tudo
Emblogado
ENFARDADO 
Em fardos feitos de tecido, como vão as roupas p/ as costureiras do Belém.

10.9.10

Paisagem de Andreas Gehrke

fragmentos da obra de Andreas Gehrke, Lausitz/ Germany 


Me emocionei quando vi esse trabalho do Andreas Gehrke no site www.andreasgehrke.de (que é fantástico!). Uma mistura de sensações difícil de descrever. Pra mim essa paisagem faz parte de um tipo específico de lugar inconsciente, desses que carregam bastante conteúdo afetivo, e que quando dormimos e sonhamos, transitamos por eles livremente exercendo nossa subjetividade de forma tão criativa e diversa. Como se as abstrações que habitam os sonhos pudessem vir para a realidade ao mesmo tempo que se misturam a sua substância.

Estimulante!

28.7.10

A Rosa E A Mimosa

Tu és divina e graciosa Estátua majestosa No amor!
Sobre um fundo azul, aqui está ela: como um personagem da comédia italiana, com uma pitada de histrionismo estrambótico,
Por Deus esculturada
E formada com ardor...
Da alma da mais linda flor
empoada como Pierrô, com gravata de bolinha amarelinha, a mimosa. Mas não se trata de um arbusto lunar: é antes solar, multissolar...
De mais ativo olôr Que na vida é preferida Pelo beija-flor...
Um caráter de uma ingênua gloriazinha, logo desalentada.
Se Deus Me fora tão clemente Aqui neste ambiente De luz, formada numa tela Deslumbrante e bela...
Cada grão não é de modo algum liso, mas formado de pêlos aveludados; um astro, se preferirem, estrelado ao máximo.
Teu coração Junto ao meu lanceado Pregado e crucificado Sobre a rosa e a cruz Do arfante peito teu...
As folhas têm um quê de grandes plumas, e no entanto muito carregadas de si próprias; mais enternecedoras portanto que outras palmas, e por isso também bastante distintas.
Tu és a forma ideal Estátua magistral Oh! alma perenal Do meu primeiro amor Sublime amor...
E no entanto há qualquer coisa de realmente vulgar na ideia da mimosa; é uma flor que acaba de se tornar vulgarizada.
Tu és de Deus A soberana flor Tu és de Deus a criação Que em todo coração Sepultas um amor...
Como em tramaga há trama, em mimosa há mimo.
O riso, a fé, a dor Em sândalos olentes Cheios de sabor Em vozes tão dolentes Como um sonho em flor...
Não escolho os sujeitos mais fáceis: eis por que escolhi a mimosa. Como este é um tema muito difícil, é preciso abrir um caderno.
És láctea estrela És mãe da realeza És tudo enfim Que tem de belo Em todo resplendor Da santa natureza
Logo de início, é necessário anotar que a mimosa não me inspira, de modo algum. Apenas tenho dela uma ideia no fundo de mim - que é preciso extrair, porque quero tirar proveito dessa ideia. Como pode ser que a mimosa não me inspire nem um pouco, quando foi uma das minhas adorações, uma das minhas predileções infantis?
Perdão! Se ouso confessar-te Eu hei de sempre amar-te Oh! flor! Meu peito não resiste Oh! meu Deus O quanto é triste A incerteza de um amor Que mais me faz penar Em esperar Em conduzir-te Um dia ao pé do altar...
Ela, apenas, dentre todas, me apaixonava. Não duvido que tenha sido pela mimosa que foi despertada a minha sensualidade, ou que ela tenha acordado sob os sóis da mimosa.
Jurar aos pés do Onipotente Em preces comoventes De dor, e receber a unção Da tua gratidão...
Nas ondas possantes de seu perfume, eu flutuava extasiado. Tanto que agora a mimosa, cada vez que aparece em meu interior, à minha volta, lembra-me de tudo isso, e logo fana-se.
Depois de remir meus desejos Em nuvens de beijos Hei de envolver-te Até meu padecer De todo fenecer...

A Rosa de Pixinguinha e A Mimosa de Francis Ponge. 
Photo Copyright All rights reserved by kseniaKO, Flickr.

20.7.10

Quando Brasil e Portugal se Parecem

Escultura da artista portuguesa www.joanavasconcelos.com que expõe na Haunch of Venison em Londres. 
                
Marisa Monte cantando Pixinguinha

13.7.10

Figos com Queijo!

Figos grelhados com salada de mozzarella fresca


Tem coisa melhor que figos e queijos?! Sim, figos com queijos!! 
Depois de doses cavalares de café e muita água, esses figos com queijo, alecrim e balsâmico operariam verdadeiro milagre!





Receita no blog: www.cincoquartosdelaranja.blogspot.com

12.7.10

Eu Plátano

No meu imaginário, tecido e parede abrigam, são veste. Densidades distintas que amparam. Escondem ou revelam segredos de (des)contento. É pior pra quem tem raízes profundas como um Plátano.

Fachada do Municipal Theatre of Haarlem
Estampa William Morris www.william-morris.co.uk

22.6.10

H²O²

Monica Cook

água oxigenada água oxigenada água oxigenada água oxigenada
água oxigenada água oxigenada água oxigenada água oxigenada
água oxigenada água oxigenada água oxigenada água oxigenada
água oxigenada água oxigenada água oxigenada água oxigenada
água oxigenada água oxigenada água oxigenada água oxigenada

19.6.10

livre associação



impossível distinguir dentro e fora/adquira alma na paciência/cisão da consciência em sujeito e objeto/pin:6682/desenvolver dons de intencionalidade e ser criador efetivo/braços que afinaram/vestida de urubu ganhou um livro de amigo secreto/comme des garçons/livre associação:
fenol, destronar, avião, capato, lapo, tapa, endoroso, xilan, saricsa, disritma, sirta, mi, moda, pareta, dofina, solomina, castélia, pictrei, gisperidol, fasfel, crisântemo, dorflex, lamirteriol, sapato, selo, silicato, silica, dodsa, lasportel, os maias, gradação, fermento, girassol, poderoso, fazer, fido, coleciona, ferro, dojélio, correstona, pantógrafo, pantógrafo, pantógrafo, pantógrafo, pantógrafo, pantógrafo, pantógrafo.
lote 46-E
Sandinista
móveis de marcenaria ;)

1.6.10

Variedade




http://fnac.toutlecine.com/videos/8/a-b/a-bout-de-souffle-8971.htm A edição comemorativa de 50 anos do filme Acossado do Godard está muito bem cuidada! Tem galeria de fotos, documentário, trailer original, notas da produção                                        ... j'aime la nouvelle vague

 

A Babuche de Lucas Nascimento no Fashion Rio

23.5.10

MAGNUM PHOTOS Picture Of The Week



VENEZUELA. Caracas. 2006. Street dancers in La Vega, a poor slum of Caracas. 
© Christopher Anderson/Magnum Photos


4.5.10

Capa e Chopin

Robert Capa (Spanish Civil War)

vejo, olho e emudeço
quase não escuto
ainda vejo
o que presto atenção quase escuto, mas vejo
sempre
palavra escrita sai sofrida
o que eu digo sai embaçado
quando eu começar a estudar o Nocturne Op. 27, No. 2 vou ter que usar óculos